História: 1980 – 1990 │ Conansploitation

História: 1980 – 1990 │ Conansploitation

Conansploitation é um termo informal do cinema que define a onda de filmes de baixo orçamento de ‘Espada e Bruxaria’ (Sword & Sorcery), lançados na década de 1980.

Esse fenômeno surgiu especificamente para pegar carona no sucesso comercial do filme Conan, o Bárbaro (Conan the Barbarian, 1982), estrelado por Arnold Schwarzenegger.

A palavra Conansploitation é uma junção de “Conan” com “Exploitation” (cinema de exploração).


Conansploitation: Trailer: Conan, o Bárbaro (Conan the Barbarian, 1982)

Conan, o Bárbaro (Conan the Barbarian, 1982), é o melhor filme do subgênero ‘Espada e Bruxaria’ (Sword & Sorcery), e uma das melhores adaptações de História em Quadrinhos (de Robert E. Howard) para o cinema, que provocou uma enxurrada de produções do gênero e até uma continuação direta com o mesmo ator, o fisiculturista austríaco Arnold Schwarzenegger (Conan, o Destruidor (Conan the Destroyer, 1984)), na década de 1980; e uma versão feminina chamada Guerreiros de Fogo (Red Sonja, 1985), estrelado pela atriz e modelo dinamarquesa, Brigitte Nielsen.

Apesar do grande sucesso de bilheteria, o filme não gerou uma safra de Adaptações de Histórias em Quadrinhos, mas, sim, uma grande safra de imitações conhecidas como Conansploitation: subgênero do cinema exploitation que surgiu na década de 1980, influenciado pelo sucesso estrondoso de Conan, o Bárbaro (Conan the Barbarian, 1982); o termo, então, combina o nome do famoso personagem com a palavra exploitation (exploração), definindo produções de baixo orçamento que replicavam a mesma fórmula de ‘Espada e Bruxaria’ (Sword & Sorcery).

O movimento Conansploitation gerou dezenas de clones e cópias baratas que seguiam um padrão muito claro:

Protagonistas musculosos: homens com físicos de fisiculturistas usando trajes mínimos;

Cenários primitivos: mundos fantásticos e selvagens repletos de magia negra, monstros e tiranos;

Violência e erotismo: cenas de ação viscerais misturadas com forte apelo sensual;

Orçamento reduzido: produções rápidas com efeitos especiais visivelmente precários.

A maior parte dessas produções não vinha de Hollywood, mas, sim, de estúdios independentes e de mercados estrangeiros que sabiam lucrar com tendências mundiais, como, por exemplo:

O polo italiano: a Itália foi a maior produtora dessas cópias, com diretores como Lucio Fulci, lançando (péssimos) “clássicos” do gênero Filmes B (baixo orçamento), como: Conquest (Conquest, 1983), também conhecido no Brasil como: ‘Conquista’ ou ‘A Conquista da Terra Perdida’ ou ainda ‘O Bárbaro: A Conquista da Terra Perdida’.

Franquias famosas: filmes como: O Príncipe Guerreiro (The Beastmaster, 1982), Ator: A Águia Guerreira (Ator l’invincibile, 1982), e Deathstalker – O Guerreiro Invencível (Deathstalker, 1983), tornaram-se símbolos dessa era dourada do cinema “trash” de fantasia.

Crossovers culturais: o impacto foi tão grande que influenciou outras mídias e marcas da época, ajudando a moldar a estética de produtos, como (o personagem dos desenhos animados, He-Man, em): Mestres do Universo (Masters of the Universe, 1987), estrelado por Dolph Lundgren e Frank Langella, produzido pela Cannon Films (Golan-Globus Productions).

As franquias Conansploitation que mais se destacaram foram:

A franquia de filmes ‘The Beastmaster’ (conhecida no Brasil como ‘O Príncipe Guerreiro’ ou ‘O Mestre das Feras’ ou ‘O Senhor das Feras’), é composta por uma trilogia de filmes lançados entre as décadas de 1980 e 1990:

O Príncipe Guerreiro (The Beastmaster, 1982), de Don Coscarelli, com Marc Singer, Tanya Roberts, Rip Torn.

O Príncipe Guerreiro 2: O Portal do Tempo (Beastmaster 2: Through the Portal of Time, 1991), de Sylvio Tabet, com Marc Singer, James Avery, Michael Berryman, Sarah Douglas.

O Príncipe Guerreiro 3: O Olho do Mal (Beastmaster III: The Eye of Brax, 1996), de Gabrielle Beaumont, com Marc Singer, Tony Todd, Keith Coulouris, Sandra Hess.

A franquia ‘Ator’, frequentemente estrelada pelo ator norte-americano Miles O’Keeffe, é uma famosa cinessérie de quatro filmes de ‘Espada e Bruxaria’ (Sword & Sorcery), produzida na Europa durante a década de 1980.

A ordem dos filmes focados no personagem é:

Ator: A Águia Guerreira (Ator l’invincibile / Ator the Invincible / Ator: The Fighting Eagle, 1982), de Joe D’Amato, com Miles O’Keeffe, Sabrina Siani, Ritza Brown.

Ator: O Invencível (Ator 2: L’invincibile Orion / Ator, the Blade Master / The Blade Master / Cave Dwellers, 1983), de Joe D’Amato, com Miles O’Keeffe, Lisa Foster, David Brandon.

O Guerreiro de Aço (Iron Warrior / Ator the Iron Warrior / Echos of Wizardry, 1987), de Alfonso Brescia, Ovidio G. Assonitis, com Miles O’Keeffe, Savina Gersak, Elisabeth Kaza.

A Espada de Ator (Quest for the Mighty Sword / Ator IV: The Hobgoblin, 1990), de Joe D’Amato, com Eric Allan Kramer, Margaret Lenzey, Donald O’Brien.

A franquia ‘Deathstalker’ é uma famosa quadrilogia de Filmes B do subgênero ‘Espada e Bruxaria’ (Sword & Sorcery), lançada entre os anos 80 e início dos 90. Produzida pelo lendário rei do cinema cult de baixo orçamento, Roger Corman, a saga foi influenciada pelo sucesso de Conan, o Bárbaro (Conan the Barbarian, 1982), misturando fantasia, ação “trash”, humor involuntário e bastante erotismo.

A quadrilogia original é formada por:

Deathstalker: O Guerreiro Invencível (Deathstalker, 1983), de James Sbardellati, com Rick Hill, Barbi Benton, Richard Brooker.

Deathstalker 2: Duelo de Titãs (Deathstalker II, 1987), de Jim Wynorski, com John Terlesky, Monique Gabrielle, John Lazar.

Deathstalker 3: Os Guerreiros do Inferno (Deathstalker and the Warriors from Hell, 1988), de Alfonso Corona, com John Allen Nelson, Carla Sands, Terri Treas.

Deathstalker: Desafio Mortal (Deathstalker IV: Match of Titans, 1991), de Howard R. Cohen, com Rick Hill, Maria Ford, Brett Baxter Clark.

[A produtora de Roger Corman lançou em 2003 um remake (refilmagem) em vídeo de Deathstalker: O Guerreiro Invencível (Deathstalker, 1983), chamado Barbarian (Barbarian, 2003), estrelado pelo fisiculturista Mike O’Hearn]

Barbarian (Barbarian, 2003), de John O’Halloran, com Michael O’Hearn, Irina Grigoreva, Svetlana Metkina.

[A franquia foi ressuscitada nos cinemas com um elogiado reboot (reinicio) chamado apenas de “Deathstalker”: O Guerreiro Invencível (Deathstalker, 2025), dirigido por Steven Kostanski e estrelado pelo veterano de ação, Daniel Bernhardt]

O Guerreiro Invencível (Deathstalker, 2025), de Steven Kostanski, com Daniel Bernhardt, Patton Oswalt, Christina Orjalo.

A Conan-Exploitation (também conhecida como Conansploitation), não é uma franquia oficial, mas, sim, um subgênero de ‘Espada e Bruxaria’ (Sword & Sorcery), que inundou os cinemas e as videolocadoras nos anos 80. Após o sucesso estrondoso de Conan, o Bárbaro (Conan the Barbarian, 1982), com Arnold Schwarzenegger, dezenas de produções de baixo orçamento surgiram para lucrar com a estética de guerreiros musculosos e fantasia brutal.

Alguns filmes são anteriores ao fenômeno Conansploitation, mas possuem estética semelhante:

Círculo de Ferro (Circle of Iron, 1978), de Richard Moore, com David Carradine, Jeff Cooper, Christopher Lee, Roddy McDowall, Eli Wallach.

O Falcão Justiceiro (Hawk the Slayer, 1980), de Terry Marcel, com Jack Palance, John Terry, Bernard Bresslaw.

O Arqueiro e a Feiticeira (The Archer: Fugitive from the Empire / The Archer and the Sorceress, 1981), de Nicholas Corea, com Lane Caudell, Belinda Bauer, Victor Campos.

Não existe uma lista oficial, já que dezenas de cópias (“rip-offs” ou “imitações não autorizadas”) foram feitas, principalmente na Itália. No entanto, os principais filmes que definem esse subgênero de exploitation incluem:

A Espada e os Bárbaros (The Sword and the Sorcerer, 1982), de Albert Pyun, com Lee Horsley, Kathleen Beller, Simon MacCorkindale, Richard Lynch.

Sorceress (Sorceress, 1982), de Jack Hill, com Leigh Harris, Lynette Harris, Roberto Nelson.

A Espada de Fogo (Sangraal, la spada di fuoco / The Sword of the Barbarians / Barbarian Master, 1982), de Michele Massimo Tarantini (como Michael E. Lemick), com Pietro Torrisi (como Peter McCoy), Margareta Rance (como Margaret Range), Yvonne Fraschetti, Mario Novelli (como Anthony Freeman), Sabrina Siani.

Conquest (Conquest, 1983), [também conhecido no Brasil como: ‘Conquista’ ou ‘A Conquista da Terra Perdida’ ou ‘O Bárbaro: A Conquista da Terra Perdida’], de Lucio Fulci, com Jorge Rivero, Andrea Occhipinti, Conrado San Martín.

Hundra, A Mulher Guerreira (Hundra, 1983), de Matt Cimber, com Laurene Landon, Cihangir Gaffari, María Casal, música de Ennio Morricone.

Yor: O Caçador do Futuro (Il mondo di Yor / Yor: The Hunter from the Future / The World of Yor, 1983), de Antonio Margheriti, com Reb Brown, Corinne Cléry, John Steiner.

Thor, O Conquistador (Thor il conquistatore / Thor the Conqueror, 1983), de Tonino Ricci, com Bruno Minniti, Maria Romano, Malisa Longo.

O Trono de Chamas (Il trono di fuoco / The Throne of Fire, 1983), de Francesco Prosperi, com Sabrina Siani, Pietro Torrisi, Harrison Muller.

Ironmaster (La guerra del ferro: Ironmaster / The Iron Master, 1983), de Umberto Lenzi, com Sam Pasco, Elvire Audray, George Eastman.

O Guerreiro e a Espada (The Warrior and the Sorceress, 1984), de John C. Broderick, com David Carradine, Luke Askew, María Socas.

Gunan, King of the Barbarians (Gunan il guerriero / The Invincible Barbarian, 1982), de Francesco Prosperi (como Frank Shannon), com Pietro Torrisi (como Peter Mc Coy), Malisa Longo (como Melisa Lang), Giovanni Cianfriglia (como John Richmond).

O Mestre do Jogo (The Dungeonmaster / Ragewar, 1984), de David Allen, Charles Band, John Carl Buechler, com Jeffrey Byron, Richard Moll, Leslie Wing.

Império Perdido (The Lost Empire, 1984), de Jim Wynorski, com Melanie Vincz, Raven De La Croix, Angela Aames.

O Cavaleiro Estelar (El caballero del dragón / Star Knight / The Knight of the Dragon, 1985), de Fernando Colomo, com Klaus Kinski, Harvey Keitel, Fernando Rey.

Rainha Guerreira (Barbarian Queen, 1985), de Héctor Olivera, com Lana Clarkson, Katt Shea, Frank Zagarino.

O Império do Medo (Barbarian Queen II: The Empress Strikes Back,1990), de Joe Finley, com Lana Clarkson, Greg Wrangler, Rebecca Wood.

Os Mágicos do Reino (Wizards of the Lost Kingdom, 1985), de Héctor Olivera, Alan Holleb, com Bo Svenson, Vidal Peterson, Thom Christopher.

Os Magos do Reino Perdido (Wizards of the Lost Kingdom II, 1989), de Charles B. Griffith, com Mel Welles, Bobby Jacoby, David Carradine.

Fúria das Amazonas (Amazons, 1986), de Alejandro Sessa, com Mindi Miller, Penelope Reed-Woods, Joseph Whipp.

Os Bárbaros (The Barbarians / The Barbarian Brothers, 1987), de Ruggero Deodato, com David Paul, Peter Paul, Richard Lynch, Eva La Rue, George Eastman.

A Rainha Guerreira (Warrior Queen, 1987), de Chuck Vincent, com Sybil Danning, Donald Pleasence, Rick Hill.

Bárbaros do Tempo (Time Barbarians, 1990), de Joseph John Barmettler, com Deron McBee, Joann Ayers, Daniel Martine.

Apesar da popularidade, os filmes da safra Conansploitation, em sua grande maioria, variam de ruim a péssimos… São considerados ruins porque foram produzidos às pressas, com orçamentos minúsculos e elencos limitados, com o objetivo principal de lucrar em cima do sucesso de Conan, o Bárbaro (Conan the Barbarian, 1982). Eles priorizavam apelos visuais e de ação em detrimento da qualidade narrativa.

Ao contrário da superprodução de John Milius, os filmes “caça-níqueis” não tinham dinheiro para cenários grandiosos, armaduras convincentes, bons dublês ou pós-produção adequada.

Os roteiros eram genéricos e as histórias eram frequentemente adaptações baratas ou “colchas de retalhos”. Os roteiros focavam em missões superficiais, com diálogos fracos e vilões unidimensionais.

Também faltava ao Conansploitation uma “filosofia original”: a obra original de Robert E. Howard e o filme de 1982, exploravam temas como o desenvolvimento da vontade humana, o “enigma do aço” e a brutalidade niilista (negação da existência ou a falta de um sentido para a vida). As imitações focavam apenas na violência descerebrada ou em heroísmo genérico.

O foco era na “exploração visual”: o subgênero dependia de corpos seminus, monstros com fantasias de borracha e magia exagerada (e efeitos especiais muito malfeitos), para tentar segurar a atenção do público, deixando a lógica do filme em segundo plano.

Em compensação, os pôsteres de cinema variam de espetaculares a extraordinários.

Os cartazes dos filmes dessa era são famosos pela identidade visual marcante: heróis hipermusculosos com espadas colossais, homens com físicos de fisiculturistas empunhando machados ou espadas brilhantes, guerreiras em trajes mínimos, presença constante de cobras gigantes, demônios, feiticeiros ou magos nas sombras, monstros alados e cenários medievais apocalípticos, títulos rústicos esculpidos em pedra, metal ou com texturas que remetem à era antiga e selvagem, fortemente inspirados na arte de Frank Frazetta e Boris Vallejo (destacam-se os lendários ilustradores: Renato Casaro, C. W. Taylor, Enzo Sciotti, Drew Struzan).

Para quem quiser se aprofundar no assunto, existem livros dedicados a essa história, como: o guia cinematográfico Barbarians: A Cinematic History of Conansploitation ou Barbarians: From Conan to He-Man, escrito pelo autor francês, Claude Gaillard.

Sword & Sorcery (Espada e Bruxaria), da década de 1980 refere-se ao auge cultural de um subgênero da fantasia focado em guerreiros bárbaros, magos malignos, combates físicos brutais e tramas de escala pessoal. Impulsionado pelo sucesso cinematográfico de Conan, o Bárbaro (Conan the Barbarian, 1982), o gênero dominou o cinema pop, a literatura de banca, os quadrinhos e os jogos de RPG: Role-Playing Game ou Jogo de Interpretação de Papéis (é um tipo de jogo em que os participantes assumem o papel de personagens fictícios e criam uma história juntos), ao longo de toda a década.

Engloba filmes ambientados, em geral, na era medieval ou em outras dimensões de tempo, cujos heróis transitam por cenários mágicos e vivem situações sobrenaturais. Utiliza a magia e outras formas do imaginário como o elemento principal da história.

O “Fantástico” é um gênero literário que invadiu o cinema, através de várias adaptações de sucesso, e que define narrativas ficcionais que possuem elementos não explicados pela lógica da nossa realidade.

Tanto no cinema quanto na literatura, o gênero “Fantástico” possui as mesmas características: cavaleiros empunhando espadas, donzelas virginais que serão salvas, dragões alados cuspidores de fogo, bruxos com varinhas mágicas, feiticeiros, fadas, duendes, ogros, bruxas malvadas, mortos que andam entre os vivos, monstros das mais variadas formas, árvores, pedras e animais que falam, heróis ou heroínas que tem de enfrentar grandes obstáculos antes de triunfar contra o mal, sábios anciãos de barba branca, oráculos, castelos, reinos, etc…

Sword & Sorcery (Espada e Bruxaria): ícones excepcionais e maravilhosos exemplos marcantes da época:

Fúria de Titãs (Clash of the Titans, 1981), de Desmond Davis, com Harry Hamlin, Judi Bowker, Laurence Olivier, Burgess Meredith, Siân Phillips, Maggie Smith, Ursula Andress, com efeitos especiais em stop-motion de Ray Harryhausen.

[O clássico Fúria de Titãs (Clash of the Titans, 1981), estreou em 1981, eternizado pelos lendários efeitos em stop-motion de Ray Harryhausen; a franquia ganhou uma refilmagem em 2010 e uma continuação direta em 2012, expandindo a mitologia grega com visuais modernos e computação gráfica]

Fúria de Titãs (Clash of the Titans, 2010), de Louis Leterrier, com Sam Worthington, Liam Neeson, Ralph Fiennes.

Fúria de Titãs 2 (Wrath of the Titans, 2012), de Jonathan Liebesman, com Sam Worthington, Liam Neeson, Rosamund Pike.

Excalibur, a Espada do Poder (Excalibur, 1981), de John Boorman, com Nigel Terry, Nicol Williamson, Helen Mirren, Nicholas Clay, Patrick Stewart, Liam Neeson.

O Cristal Encantado (The Dark Crystal, 1982), de Jim Henson, Frank Oz, com Jim Henson, Kathryn Mullen, Frank Oz.

Krull (Krull, 1983), de Peter Yates, com Ken Marshall, Lysette Anthony, Freddie Jones, Liam Neeson, Robbie Coltrane.

A adorada trilogia “A História Sem Fim” / “The Neverending Story”:

A História Sem Fim (The Neverending Story, 1984), de Wolfgang Petersen, com Barret Oliver, Noah Hathaway, Tami Stronach.

A História Sem Fim 2 (The Neverending Story II: The Next Chapter, 1990), de George Miller, com Jonathan Brandis, Kenny Morrison, Clarissa Burt.

A História Sem Fim 3 (The NeverEnding Story III: Return to Fantasia, 1994), de Peter MacDonald, com Jason James Richter, Melody Kay, Jack Black.

O Dragão e o Feiticeiro (Dragonslayer, 1981), de Matthew Robbins, com Peter MacNicol, Caitlin Clarke, Ralph Richardson, produzido por Walt Disney Productions.

Ladyhawke, O Feitiço de Áquila (Ladyhawke, 1985), de Richard Donner, com Matthew Broderick, Rutger Hauer, Michelle Pfeiffer.

A Lenda (Legend, 1985), de Ridley Scott, com Tom Cruise, Mia Sara, Tim Curry.

Labirinto: A Magia do Tempo (Labyrinth, 1986), de Jim Henson, com David Bowie, Jennifer Connelly, Toby Froud, produzido por Lucasfilm, The Jim Henson Company.

Willow: Na Terra da Magia (Willow, 1988), de Ron Howard, com Val Kilmer, Warwick Davis, Joanne Whalley, produzido por Lucasfilm.

As Aventuras de Erik, o Viking (Erik the Viking, 1989), de Terry Jones, com Tim Robbins, John Cleese, Mickey Rooney.

A Convenção das Bruxas (The Witches, 1990), de Nicolas Roeg, com Anjelica Huston, Mai Zetterling, Jasen Fisher, produzido por The Jim Henson Company.

[A refilmagem do clássico A Convenção das Bruxas (The Witches, 1990), foi lançada em 2020, sob a direção do renomado cineasta, Robert Zemeckis; esta nova versão adaptou novamente o famoso livro infantil de Roald Dahl, trazendo uma roupagem e efeitos digitais modernos para a história que marcou gerações]

Convenção das Bruxas (The Witches, 2020), de Robert Zemeckis, com Anne Hathaway, Octavia Spencer, Stanley Tucci.

Mestres do Universo (Masters of the Universe, 1987), de Gary Goddard, com Dolph Lundgren, Frank Langella, Meg Foster, produzido por The Cannon Group (Golan-Globus Productions).

[A refilmagem em live-action de Mestres do Universo (Masters of the Universe, 1987), estreou nos cinemas em 2026, após passar anos em um complexo desenvolvimento que envolveu trocas de estúdios como Sony e Netflix, antes de ser finalizado pela Amazon MGM Studios em parceria com a Mattel, uma das maiores empresas de brinquedos do mundo]

Mestres do Universo (Masters of the Universe, 2026), de Travis Knight, com Nicholas Galitzine, Camila Mendes, Idris Elba.

A saga de ‘Conan’ é formada por:

Conan, o Bárbaro (Conan the Barbarian, 1982), de John Milius, com Arnold Schwarzenegger, James Earl Jones, Max von Sydow, Sandahl Bergman.

Conan, o Destruidor (Conan the Destroyer, 1984), de Richard Fleischer, com Arnold Schwarzenegger, Grace Jones, Wilt Chamberlain.

Guerreiros de Fogo (Red Sonja, 1985), de Richard Fleischer, com Brigitte Nielsen, Arnold Schwarzenegger, Sandahl Bergman.

E, o remake (refilmagem):

Conan, o Bárbaro (Conan the Barbarian, 2011), de Marcus Nispel, com Jason Momoa, Stephen Lang, Ron Perlman, Rose McGowan.

Em 2008, a produtora Millennium Films e a Dynamite Entertainment, anunciaram que a atriz Rose McGowan seria a protagonista do novo filme de ‘Red Sonja’, e Robert Rodriguez assumiria a produção.

No entanto, com o fracasso de bilheteria de Conan, o Bárbaro (Conan the Barbarian, 2011), com Jason Momoa (a refilmagem gerou um prejuízo estimado entre US$ 40 milhões e US$ 50 milhões para os seus investidores e para a Lionsgate; o orçamento de produção foi de US$ 90 milhões, e a bilheteria total mundial foi de aproximadamente US$ 63,5 milhões; sendo a bilheteria doméstica nos EUA de US$ 21,3 milhões, e a bilheteria internacional de US$ 42,2 milhões); e com o fim do relacionamento dos dois (Robert Rodriguez e Rose McGowan), o projeto foi engavetado.

Assim, o novo filme de ‘Red Sonja’ com Rose McGowan foi cancelado após o término do namoro da atriz com o diretor Robert Rodriguez, que produziria o longa. Anunciado em 2008, o filme nunca saiu do papel devido à separação do casal, perdendo completamente o impulso inicial.

Após anos de desenvolvimento, e com diferentes diretores sendo cogitados, a adaptação da guerreira ruiva finalmente ganhou vida com outra equipe. Um novo filme de Red Sonja (Red Sonja, 2025), dirigido por MJ Bassett, e estrelado pela atriz italiana Matilda Lutz, foi lançado em agosto de 2025, nos cinemas. Mas, não foi lançado nos cinemas do Brasil.

A produção de Red Sonja (Red Sonja, 2025), chegou aos cinemas norte-americanos e às plataformas digitais em 2025, em uma exibição extremamente limitada. Por ter baixo apelo comercial no circuito tradicional, o longa foi direcionado diretamente para o streaming e lançamento em VOD (‘Video on Demand’ ou ‘Vídeo sob Demanda’), sem previsão ou estreia oficial nas telonas brasileiras.

O filme Red Sonja (Red Sonja, 2025), também foi um fracasso de bilheteria (o longa arrecadou cerca de irrisórios $271 mil dólares mundialmente (!), um valor extremamente baixo e distante do que seria necessário para cobrir seus custos de produção).

Prefira a saga original da década de 80, estrelada pelo excelente (perfeito como ‘Conan’), Arnold Schwarzenegger!

O legado do subgênero Sword & Sorcery (Espada e Bruxaria), dos anos 1980, marcado por filmes como Conan, o Bárbaro (Conan the Barbarian, 1982), Ladyhawke, O Feitiço de Áquila (Ladyhawke, 1985) e Willow: Na Terra da Magia (Willow, 1988), moldou profundamente as megafranquias modernas de fantasia.

Embora produções cinematográficas como “O Senhor dos Anéis”, “Harry Potter”, “O Hobbit”, e séries como “Game of Thrones” e “House of the Dragon”, pertençam predominantemente à “Fantasia Alta” / “High Fantasy”, elas herdaram elementos visuais, narrativos e de produção cruciais daquela década.

Abaixo estão as principais obras desse impacto adaptados para a era moderna:

Conan, o Bárbaro (Conan the Barbarian, 1982), é amplamente considerado o exemplo máximo e definitivo do subgênero ‘Espada e Bruxaria’ (Sword & Sorcery), no cinema dos anos 1980.

O filme não apenas definiu a estética visual e narrativa do gênero para a década, mas também iniciou uma verdadeira febre de produções similares em Hollywood e no cinema internacional.

Divirta-se!


Conansploitation:
Trailer: “Beastmaster”, “Ator” e “Deathstalker”.

Fontes: IMDb, Universal Pictures, Dino De Laurentiis Company, Pressman Film, Estudios Churubusco Azteca S.A., A-Team, 20th Century Fox Home Entertainment, Vídeo News Filmes vol. X.