História: 1980 – 1990 │ Pornovideo
A possibilidade de comprar ou rever seus filmes favoritos em casa só começou a se popularizar a partir da década de 1980. Mas, o custo das fitas de vídeo VHS (Video Home System) ainda era muito alto. A solução para esse problema foram as Locadoras de Vídeo, que logo se popularizam. E a demanda foi enorme!
O VHS (Video Home System) foi o padrão dominante de fitas magnéticas para gravação e reprodução de vídeos domésticos entre as décadas de 1970 e 2000. Lançado pela JVC (Japan Victor Company) em 1976, permitia gravar programas de TV e assistir a filmes em casa, revolucionando o mercado de entretenimento com locadoras.
Embora substituído por DVDs (Digital Versatile Disc ou Disco Digital Versátil) e, posteriormente, por Streamings (tecnologia de transmissão contínua de dados pela internet que permite consumir conteúdos como vídeos (filmes, séries e documentários sob demanda), músicas e jogos em tempo real, sem a necessidade de baixar arquivos para o seu dispositivo; o termo vem do inglês stream (fluxo), indicando que os dados fluem do servidor para o seu aparelho de forma ininterrupta (exemplos: Netflix, Amazon Prime Video, YouTube e Globoplay)), o VHS continua importante para colecionadores e preservação de memórias.
Aparelhos videocassetes VCRs (Video Cassette Recorder (gravador de videocassete)), utilizavam cabeçotes rotativos para ler a fita magnética. Aparelhos como o JVC HR-S3600U são considerados itens de colecionador.
O que o mercado do vídeo representou foi um novo modo de consumo, bem como a criação de novos públicos, interesses e tipos de produtos.
Década de 1980: Novas Tecnologias
Em 1982, a maioria dos filmes pornográficos era filmada no formato mais barato e conveniente de videoteipe. Muitos diretores resistiram a essa mudança inicialmente, porque o videoteipe produzia uma qualidade de imagem diferente (de uma qualidade mais baixa, comparado com a captação com o filme cinematográfico).
Aqueles que se adaptaram logo, ficaram com a maior parte dos lucros da indústria, já que os consumidores preferiam o novo formato em sua grande maioria. A mudança tecnológica ocorreu de forma rápida e completa, quando os diretores perceberam que continuar filmando em película não era mais uma opção lucrativa.
Essa mudança levou os filmes dos cinemas para as casas das pessoas. Isso marcou o fim da era das produções de grande orçamento, e o início da popularização da pornografia. Em breve, voltou às suas raízes terrenas e expandiu-se para abranger quase todos os fetiches possíveis, uma vez que a produção de pornografia se tornou barata.
Em vez de centenas de filmes pornográficos serem produzidos anualmente, milhares de vídeos passaram a ser feitos, incluindo compilações apenas das cenas de sexo de diversas outras gravações.
Agora, era possível não só assistir pornografia no conforto e privacidade do próprio lar, mas também, encontrar mais opções disponíveis para satisfazer fantasias e fetiches específicos.
Da mesma forma, a câmera de vídeo impulsionou mudanças na pornografia na década de 1980, quando as pessoas puderam fazer seus próprios filmes sexuais amadores, seja para uso privado ou para distribuição mais ampla.
Década de 1980: Novos Casos Jurídicos
O resultado, na realidade e na prática, do caso judicial de 1987, People vs. Freeman (foi um processo criminal movido pelo estado da Califórnia contra Harold Freeman, produtor e diretor de filmes pornográficos; Freeman foi acusado, em 1987, de “aliciamento”, ato de aliciar pessoas “para fins de prostituição”, de acordo com o Código Penal da Califórnia, por contratar atores adultos, prática que a acusação caracterizou como “cafetinagem”; o processo fazia parte de uma tentativa da Califórnia de acabar com a indústria de filmes pornográficos; essa caracterização da acusação foi, em última instância, rejeitada em apelação pela Suprema Corte da Califórnia; antes dessa decisão, os filmes pornográficos eram frequentemente filmados em locais secretos; o tribunal baseou-se na linguagem da lei para essa interpretação, bem como na necessidade de evitar um conflito com o direito à liberdade de expressão garantido pela Primeira Emenda da Constituição dos EUA; como resultado, a produção de pornografia explícita foi efetivamente legalizada na Califórnia), legalizou efetivamente a pornografia explícita na América do Norte.
Em 2008, no caso de New Hampshire vs. Theriault, o Supremo Tribunal de New Hampshire, adotou a distinção entre produção de pornografia e prostituição, na sua interpretação da cláusula de liberdade de expressão da Constituição de New Hampshire.
Com a chegada do videocassete doméstico, no final da década de 1970 e início da década de 1980, a indústria de filmes pornográficos experimentou um crescimento massivo e revelou grandes estrelas adultas, como: Ginger Lynn, Traci Lords, Amber Lynn, Candie Evans, Shauna Grant, Angel, Raven, Kimberly Carson, Hyapatia Lee, Tracey Adams, Jeanette Littledove, Christy Canyon, Crystal Breeze, Honey Wilder, Cody Nicole, Krista Lane, Stacey Donovan, Nina Hartley, Jacqueline Lorians, Loni Sanders, Lisa De Leeuw, Sharon Mitchell, Karen Summer, Laurie Smith, Brooke Fields, Sharon Kane, Bridgette Monet, Kristara Barrington, Dorothy LeMay, Erica Boyer, Shanna McCullough, Lois Ayres, Gina Carrera, Ali Moore, Buffy Davis, Keisha, Kandi Barbour, Porsche Lynn, Bionca, Rhonda Jo Petty, Little Oral Annie, Misty Regan, Rachel Ashley, Bunny Bleu, Desiree Lane, Joanna Storm, Lysa Thatcher, Taija Rae, Samantha Strong, Victoria Paris, Keli Richards, Debi Diamond, Sheri St. Clair, Ona Zee, Cara Lott, Nikki Charm, Tamara Longley, Barbara Dare, Anna Ventura, Tori Welles, Rachel Ryan (Penny Morgan), a havaiana Kascha, a húngaro-italiana Cicciolina (famosa desde o início dos anos 70), a francesa Marilyn Jess, a brasileira Elle Rio; e, posteriormente, maravilhosas atrizes de destaque, como: Savannah, Racquel Darrian, Ashlyn Gere, Roxanne Blaze, Nikki Dial, Jeanna Fine, Zara Whites, Janine Lindemulder, Krysti Lynn, a modelo e atriz de filmes pornográficos tcheca: Silvia Saint; uma das principais modelos da França: Laure Sainclair; Selena Steele, P.J. Sparxx, Patricia Kennedy, Ashley Nicole, Nici Sterling, Chasey Lain, Tianna, Brittany O’Connell, Tiffany Mynx, Anna Malle, Vanessa Chase, Rebecca Lord, Careena Collins, Madison, Angela Summers, Francesca Le, Aja, Kelly O’Dell, Jenteal, Missy, Caressa Savage, Deidre Holland, Danielle Rogers, Ashley Nicole, Melanie Moore, Britt Morgan, Jamie Summers, Dyanna Lauren, Lacy Rose, Alexandra Quinn, Jamie Leigh, Lisa Ann, a atriz que combina traços asiáticos, filha de pai japonês e mãe alemã: Asia Carrera; a italiana Moana Pozzi; e diretores dos anos 1980, como: Alex deRenzy (Rex Borsky), Gregory Dark, Henri Pachard, Anthony Spinelli, Robert McCallun, Kirdy Stevens, Cecil Howard, Jack Remy, Bob Vosse, Fred J. Lincoln, Ned Morehead, Bobby Hollander, Alan Vydra, Andrew Blake, Hal Freeman, Bruce Seven, Paul G. Vatelli, David I. Frazer; diretoras, como: Svetlana e Suze Randall; o produtor franco-húngaro de filmes eróticos adultos: Marc Dorcel; e Mario Salieri, um dos principais diretores e produtores italianos.
Ginger Lynn ou Ginger Lynn Allen (nascida em 14 de dezembro de 1962), é uma atriz e modelo pornográfica americana, que foi uma das principais estrelas do entretenimento adulto, na década de 1980.
Ginger também teve papéis menores em vários Filmes B (produções cinematográficas de baixo orçamento). A revista Adult Video News (AVN), a classificou em 7º lugar na lista das 50 maiores estrelas pornôs de todos os tempos, em 2002.
Após encerrar sua carreira na pornografia, Ginger Lynn começou a usar seu nome completo e encontrou trabalho em diversos filmes de baixo orçamento. Ela retornou à indústria adulta e apareceu em filmes pornográficos, ao longo dos anos 2000.
Ginger Lynn também é membro do Hall da Fama da AVN (revista Adult Video News), NightMoves (revista da indústria de filmes pornográficos dos EUA), XRCO (American X–Rated Critics Organization: grupo de críticos, escritores e editores da indústria do entretenimento adulto dos EUA), e da Urban X (ou Urban X Awards: premiação anual que homenageia profissionais e empresas da indústria de entretenimento adulto; foi criada para reconhecer especificamente artistas e produções da indústria pornô multiétnica ou urbana).
Estrelou grandes clássicos, como: Talk Dirty to Me Part III (Talk Dirty to Me Part III, 1984), Garotas em Fogo (Girls on Fire, 1984), Pink Lagoon (The Pink Lagoon: A Sex Romp in Paradise, 1984), Ataque às Calcinhas (Panty Raid, 1984), Hanky Panky – Um Pouquinho de Bagunça (A Little Bit of… Hanky Panky, 1984), Garota Obscena (Trashy Lady, 1985), Mulheres que Dizem Sim (Too Naughty to Say No, 1985), Geração New Wave! Sexo New Wave! (New Wave Hookers, 1985), Perdidos no Paraíso (Surrender in Paradise, 1985), The Grafenberg Spot (The Grafenberg Spot, 1985), Entre as Bochechas (Between the Cheeks, 1985), e Detetive Muito Particular (Beverly Hills Cox, 1986).
Traci Lords (nascida Nora Louise Kuzma, em 7 de maio de 1968), também conhecida pelo seu nome artístico, Traci Elizabeth Lords (às vezes grafado como Tracy Lords), é uma atriz, produtora, diretora, cantora e ex-atriz pornográfica americana.
Alcançou notoriedade por sua carreira na Indústria Pornográfica e na Penthouse (revista pornográfica direcionada ao público masculino, fundada por Bob Guccione). Traci Lords tinha apenas 16 anos de idade em seu primeiro filme adulto; mais tarde se tornou uma atriz de televisão e de Filmes B (produções cinematográficas de baixo orçamento).
Aos quinze anos ela fugiu, junto com sua mãe e três irmãs, da casa de seu padrasto alcoólatra para a cidade de Lawndale, na Califórnia. Enquanto vivia com seu namorado (bastante mais velho que se apresentava em público como seu padrasto), ela usou uma certidão de nascimento da irmã de um amigo e uma carteira de motorista falsa, que indicavam que ela tinha 21 anos, para entrar na indústria pornográfica.
Traci Lords rapidamente se tornou uma das modelos mais populares da cidade e é considerada por muitos como a primeira “rainha do pornô”. Ela ganhou notoriedade por sua atuação entusiasmada durante as filmagens de intercurso sexual. Ao atingir a idade de 18 anos já havia atuado em dezenas de filmes pornográficos e posado para várias revistas adultas.
Porém, em 1986, autoridades federais descobriram que ela era menor de idade ao atuar nos filmes e prendeu os proprietários da empresa cinematográfica, agência de modelos Jim South’s World (Jim South (1939 – 2020), nome artístico de James Marvin Souter Jr., figura central na indústria do entretenimento adulto nos Estados Unidos; em 1976, fundou a World Talent Modeling Agency em Los Angeles, que se tornou uma das maiores fornecedoras e recrutadoras de talentos para filmes adultos por décadas), e da X-Citement Video, Inc. (a empresa operava nos anos 80 em Los Angeles, e foi alvo de uma operação policial disfarçada após a mídia expor que Traci Lords havia participado de diversos filmes utilizando documentos falsos antes de completar 18 anos).
Os julgamentos que se seguiram custaram à indústria pornográfica milhões de dólares, já que foram obrigados por lei a retirar os vídeos e revistas das prateleiras. Lojas de vídeo e revistas retiraram centenas de milhares de cópias de circulação para evitar as sérias acusações de traficar pornografia infantil. A indústria pornográfica agora é obrigada por lei a ser muito mais criteriosa na contratação de seus funcionários e na documentação que eles possuem.
A própria Traci Lords nunca foi acusada, já que como menor de idade não lhe era permitido conceder sua permissão legal para realizar atos sexuais nos filmes em troca de dinheiro. Apenas um de seus vídeos, Traci, I Love You (Traci, I Love You, 1987), foi produzido logo após seu aniversário de dezoito anos, e é seu único filme pornográfico vendido legalmente nos Estados Unidos.
Porém, em algumas partes da Europa onde a idade mínima legal para envolvimento em filmes pornográficos é menor, os filmes de Traci Lords ainda são legalmente disponibilizados (eles também são facilmente encontrados na internet).
Ironicamente, o Departamento de Justiça americano foi forçado a retirar todas as acusações quando vazou a informação de que a identidade falsa que Lords utilizara para enganar os produtores, era na verdade um passaporte americano falso no nome de Traci Lords, ou seja, o próprio governo americano fora enganado, e os réus poderiam simplesmente se esconder atrás do erro do governo.
Com o mesmo nome, mas sem a classificação X, ela entrou para o entretenimento legítimo em 1987. Traci, desde então, se retirou com algum sucesso para uma carreira regular de atriz de televisão e filmes, além da música (ela também é uma ativista dos direitos homossexuais).
Em 2003, lançou o livro autobiográfico Traci Lords: Underneath It All (Por Baixo de Tudo). A obra narra a trajetória de Lords, desde sua infância conturbada até se tornar uma das figuras mais conhecidas da indústria adulta na década de 1980, tendo entrado no setor aos 15 anos com documentos falsos (ela também detalha sua transição para o cinema convencional e sua carreira musical).
Estrelou grandes clássicos, como: Talk Dirty to Me Part III (Talk Dirty to Me Part III, 1984), Sister Dearest (Sister Dearest, 1984), Garotas da California (Breaking It… A Story About Virgins, 1984), A Predadora (Wild Things, 1985), e Geração New Wave! Sexo New Wave! (New Wave Hookers, 1985).
Amber Lynn (nascida Laura Lynn Allen, em 3 de setembro de 1964), é uma atriz americana de filmes pornográficos e atriz convencional, apresentadora de rádio, modelo, dançarina exótica e defensora humanitária.
Amber começou a fazer trabalhos como modelo fitness, modelo de biquíni e concursos de beleza. Eventualmente, ela se mudou para Hollywood e se tornou presença constante nas boates da Sunset Strip (lendários clubes noturnos e casas de shows, localizados na Sunset Boulevard, em West Hollywood, Los Angeles).
Posteriormente, ela apareceu em ensaios fotográficos nus para revistas, como: Penthouse, Hustler, Chic, High Society e Club. Lynn fez a transição da modelagem nua para os filmes pornográficos em 1983.
Amber Lynn foi a primeira atriz adulta a usar o sobrenome “Lynn”, como seu nome artístico. Um de seus irmãos era o falecido, também ator pornô, Buck Adams.
Lynn foi a primeira artista feminina a abrir caminho para que estrelas de filmes adultos se apresentassem em turnês de dança, sendo reconhecida por essa conquista nos Estados Unidos e Canadá. Amber era a artista feminina mais bem paga no circuito de clubes de strip-tease.
A premiada atriz completou a reabilitação e está limpa das drogas e sóbria do álcool desde abril de 2000, e ocasionalmente trabalha como assistente pessoal de recuperação, ajudando viciados a se desintoxicarem.
Estrelou grandes clássicos, como: Se a Minha Mãe Soubesse (If My Mother… Only Knew, 1985), Miami Spice – O Tempero da Sedução (Miami Spice, 1986), O Diabo na Carne de Miss Jones parte III, O Recomeço (The Devil in Miss Jones 3: A New Beginning / DMJ3: A New Beginning, 1986), e Amber Aroused (Amber Aroused, 1987).
Candie Evans é uma lenda na indústria pornográfica. Era conhecida por seu corpo estonteante, escultural e perturbador de tão perfeito; suas curvas generosas, com medidas femininas ideais, absolutamente impecável; e um apelo sexual irresistível.
De baixa estatura, mas com curvas perfeitas, Candie era uma das favoritas dos fãs durante seu curto período na indústria, entre 1985 e 1988. Foi nessa época (a Era de Ouro dos filmes adultos, nos anos 80), que Candie Evans se tornou uma das estrelas pornô mais requisitadas de toda a indústria.
Evans foi um sucesso natural entre os fãs de filmes adultos. Com apenas 19 anos, ela estreou em 1985, e sua popularidade rapidamente a levou ao status de rainha do pornô.
Candie era estonteantemente linda, com um rosto de modelo. Sua personalidade doce e vivaz transparecia em cada cena, demonstrando a dose certa de curiosidade erótica para levar seus parceiros à loucura.
Ela participou de vários filmes da série “Swedish Erotica”, entregando performances sensuais, apesar do baixo orçamento das produções. Candie também trabalhou com muitas das maiores estrelas do cinema adulto da época, tanto masculinas quanto femininas, e atuou em alguns filmes lésbicos, de masturbação solo e interraciais, além de ter participado do clássico Prazeres Inconfessáveis / Corpos Proibidos (Forbidden Bodies, 1986), obra-prima dirigida por Gerard Damiano, e produzida pelos Dark Brothers.
Candie Evans tinha limites quanto aos tipos de atividades sexuais que praticava, por exemplo: ela nunca praticou sexo anal. Mas, nos seus filmes, demonstrou um entusiasmo notável e recebeu críticas muito positivas.
Ao todo, participou de mais de 90 filmes originais e compilações, além de diversos ensaios fotográficos para revistas eróticas, em apenas três anos. Ela era conhecida por ser uma trabalhadora incansável, que frequentemente interpretava a loira distraída, ingênua, “desmiolada” e “cabeça de vento”, que era facilmente convencida a fazer sexo.
Candie Evans é, simplesmente, inesquecível.
Shauna Grant (nome artístico de Colleen Marie Applegate), foi uma atriz pornográfica e modelo norte-americana, que se tornou um símbolo trágico da indústria adulta, na década de 1980.
Criada na pequena localidade de Farmington, estado de Minnesota, saiu de casa aos dezoito anos rumo à Califórnia. Com seu jeito de garota típica americana, logo apareceu em revistas masculinas como Hustler e Penthouse, o que facilitou sua entrada nos filmes pornô.
Shauna era conhecida por sua aparência jovem e “ingênua”, frequentemente creditada sob pseudônimos, como, por exemplo, Callie Aims. Apesar de sua estonteante beleza, teve dificuldade em começar o trabalho, devido ao seu vício em cocaína e sua falta de “entusiasmo” durante as cenas de sexo, mas teve uma carreira meteórica e trágica.
Em 1983, deixou a indústria de filmes pornô, com menos de um ano e por volta de 30 filmes. Ela era, profissionalmente, uma das atrizes mais ativas da época, estrelando diversos clássicos, incluindo a obra-prima: All American Girls II: In Heat (All American Girls II: In Heat, 1983), de Bill Milling, com Debi Diamond, Laurie Smith, Karen Summer, Tom Byron, Ron Jeremy, Paul Thomas e Marc Wallice.
Mesmo fora do universo erótico, seu vício teve um efeito devastador em sua vida. Quando seu namorado, um traficante de cocaína chamado Jake Erlich, foi preso com cargas de drogas, Shauna retornou aos filmes adultos.
Em 1984, com apenas 20 anos, Shauna Grant comete suicídio com um rifle. Sua morte prematura gerou grande comoção e repercussão, e deixou a indústria em choque.
A carreira e morte de Shauna foram adaptados para um filme feito para a TV, chamado Inocência Destruída (Shattered Innocence, 1988), que conta a história de uma jovem recém-formada no ensino médio, que abandona sua vida simples e passa a trabalhar no mercado do sexo, mas essa escolha acaba tendo consequências trágicas.
Pornovideo: Inocência Destruída (Shattered Innocence, 1988)
Sua história é frequentemente citada como um exemplo das dificuldades e perigos enfrentados por jovens na indústria pornográfica.
A linda e angelical Shauna Grant deixou muitas saudades!
Angel (nascida Jennifer James, na cidade de Seattle, estado de Washington, nos EUA, em 7 de dezembro de 1966), foi uma das estrelas mais icônicas e naturalmente belas da indústria cinematográfica adulta dos anos 80.
Considerada por muitos como a mulher mais linda, de beleza clássica e naturalmente bela, a já ter pisado na indústria pornográfica. Seu frescor, seu sorriso e riso contagiantes, seu entusiasmo e, o mais importante, sua beleza estonteante e seu corpo impecável, sem retoques e com proporções praticamente perfeitas, hipnotizaram todos que a viram.
Desde seu início como modelo em Nova York e capa da revista masculina Seventeen, até se tornar uma das figuras mais queridas da indústria, a história de Angel é marcada por fama, mistério, e uma saída abrupta dos “holofotes”.
Sua vida profissional foi marcada por uma ascensão meteórica à fama, uma curta, porém impactante carreira no cinema, e a decisão de se afastar dos filmes no auge do sucesso.
Nascida, então, nos Estados Unidos, em uma família de ascendência alemã e irlandesa, Jennifer James entrou na indústria pornográfica em 1984, pouco depois de completar 18 anos. Ela passou grande parte de sua carreira de atriz durante a Era de Ouro do Pornô (1969 – 1984), fazendo sua estreia no filme clássico, Garotas em Fogo (Girls on Fire, 1984), ao lado de nomes como Ginger Lynn, Raven, Kimberly Carson, Cody Nicole e Shanna McCullough.
Numa época em que muitas atrizes faziam em média cinco ou seis filmes por mês, a média da carreira de Angel era de seis filmes por ano, o que lhe permitiu ser seletiva, fato este, que muitas atrizes de destaque não conseguem após vários anos de trabalho.
Como atriz, ela trabalhou para estúdios da indústria, como: VCA Pictures, Cal Vista, Caballero Home Video, Metro, Alpha Blue, VCX, Intropics Video, Western Visuals, Command Video, Zebra e Pretty Girl Amateurs.
Entre 1984 e 1985, ela atuou em uma dúzia de filmes de grande destaque, que lhe renderam reconhecimento na indústria, sendo premiada em 1986 no AVN Awards (considerado o “Oscar” da indústria de filmes adultos), com o prêmio de Melhor Revelação. Em outubro do ano anterior, 1985, ela foi escolhida como a Garota do Mês da Penthouse, pela revista pornográfica masculina Penthouse.
Após esse período “dourado” na indústria, Angel, gradualmente se afastou dela, começando a trabalhar como maquiadora em uma loja na cidade de Beverly Hills, condado de Los Angeles, no estado da Califórnia, situada próxima a Hollywood.
Em 1988, ela retornou à pornografia após assinar um contrato exclusivo com a Intropics Video, para estrelar quatro filmes com ela como protagonista: Angel’s Back! (Angel’s Back!, 1988), Angel Rising (Angel Rising, 1988), Lost Angel (Lost Angel, 1989), e Angel of the Island (Angel of the Island, 1989), mas não demonstrava o mesmo “brilho”, a mesma “magia” e o mesmo “entusiasmo” de seus filmes anteriores; e esses novos trabalhos também não foram tão bem-sucedidos quanto os do início de sua carreira.
Após cumprir seu contrato, Angel se aposentou novamente. Ela apareceu brevemente em novas produções entre 1989 e 1991, ano em que se aposentou definitivamente, tendo aparecido em um total de 53 filmes (incluindo compilações), durante sua carreira como atriz, segundo o iafd.com (Internet Adult Film Database: banco de dados online de informações relacionadas à indústria pornográfica); algumas fontes dizem que ela fez menos de 40 filmes, em seus sete anos de carreira, a grande maioria entre 1984 e 1988.
Sua última participação foi no vídeo Ariana’s Dirty Dancers, Vol. 2 (Ariana’s Dirty Dancers, Vol. 2, 1994), de Ed Powers.
Outros títulos incluem: o clássico Garotas em Fogo (Girls on Fire, 1984), do diretor Jack Remy; Matinee Idol (Matinee Idol, 1984), do diretor Henri Pachard; o clássico L’Amour (L’Amour, 1984), também do diretor Jack Remy; o sucesso For Your Thighs Only (For Your Thighs Only, 1984); o também clássico Mulheres que Dizem Sim (Too Naughty to Say No, 1985); o sucesso Tower of Power (Tower of Power, 1985); Too Hot to Touch (Too Hot to Touch, 1985), do diretor Bob Vosse; o também sucesso Debbie Does ’Em All (Debbie Does ’Em All, 1985), também do diretor Bob Vosse; Passions (Passions, 1985), do diretor Alex deRenzy; Hot Blooded (Hot Blooded, 1985); Dangerous Stuff (Dangerous Stuff, 1985), do diretor Cecil Howard; Blonde Heat (The Case of the Maltese Dildo) (Blonde Heat (The Case of the Maltese Dildo), 1985); Angel of the Night (Angel of the Night, 1985); Undercover Angel (Undercover Angel, 1988), do diretor (e também ator pornô), Eric Edwards; Oral Majority (Oral Majority, 1986); Ginger Rides Again (Ginger Rides Again, 1988); e Honky Tonk Angels (Honky Tonk Angels, 1988).
Também conhecida pelos nomes artísticos, Brandee e Jennifer Jones, Angel, foi uma das estrelas mais queridas dos Filmes Pornográficos de todos os tempos, e deixou uma marca indelével no Cinema Adulto.
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Fontes: IMDb, The Movie Database (TMDB), fanart.tv, iafd.com, Vídeo News Filmes Eróticos, Guia Completo de Filmes para TV e Vídeo, 1990, Nova Cultural.

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