História: 1900 – 1910 │ A Magia no Cinema
A Magia no Cinema refere-se tanto à capacidade ilusionista dos efeitos especiais, iniciada por Georges Méliès para criar mundos fantásticos, quanto à imersão narrativa que encanta o público. Abrange gêneros de fantasia e bruxaria, com destaque para a franquia ‘Harry Potter’ e ‘O Senhor dos Anéis’, além de produções clássicas e conceituais.
No início da História do Cinema um sonhador ocupa um espaço privilegiado. Em 1895, um evento dá uma guinada radical em sua vida. Então considerado um dos melhores ilusionistas de sua época, Georges Méliès estava na platéia quando os irmãos Lumière exibiram pela primeira vez em público sua nova invenção, o Cinematógrafo, o qual retratava a chegada de um trem na estação de desembarque.
Ele então se apaixonou pela nova arte, submeteu a criação a inúmeras experiências e a desenvolveu. Sem dúvida os Lumière merecem o crédito por inventar um equipamento tão inovador quanto a câmera e o projetor, mas Méliès deu origem a tudo que hoje possibilita a existência da indústria cinematográfica.
Georges Méliès é o responsável pela produção dos efeitos especiais, dos estúdios, dos gêneros fílmicos, dos roteiros, da direção, da edição (montagem) e de toda tecnologia que envolve a realização de um filme.
O idealismo, o romantismo, a fértil imaginação, a índole criativa, o talento incomum, atestado por figuras como Charles Chaplin e D.W. Griffith, concederam ao mestre uma posição de honra na História. Assim, Georges Méliès procurou sempre se modificar e se ajustar aos novos contextos.
O visionário exerceu ao longo da vida uma variada gama de profissões: foi desenhista, caricaturista, decorador, ilusionista, mágico, intérprete, autor de peças teatrais, cineasta, produtor e mercador de brinquedos.
Talvez nem mesmo em seus sonhos ele tenha um dia imaginado que criaria uma empresa de cinema, a Star-Films.
Mas, Méliès não parou aí. Ele equipou vários estúdios de gravação com luzes naturais e artificiais, espaços cênicos deslocáveis, camarins e demais ambientes reservados aos intérpretes, entre outros elementos fílmicos.
Neste cenário, ele instituiu sua marca pessoal, a qual propiciaria a evolução da Linguagem Cinematográfica, na qual se aliam o teatro, a tecnologia e os efeitos especiais.
A sétima arte era ainda um campo a ser explorado no final do século XIX, sendo, portanto, incessantemente examinada e submetida a várias experiências. Sem Georges Méliès o cinema não teria alcançado o patamar que hoje o caracteriza.
Enquanto ilusionista ele tinha o dom de criar artifícios que atraíssem a atenção do público, e capitalizou este talento na esfera cinematográfica.
Os fãs do cinema só tem que agradecer a este gênio da sétima arte por sua decisão de não perpetuar a profissão familiar: produzir sapatos luxuosos na capital francesa. A este ramo dos negócios ele deve apenas os recursos financeiros que lhe permitiram apostar no universo mágico e ilusório que sempre o atraiu.
Viagem à Lua (Le voyage dans la lune / A Trip to the Moon, 1902)
O mais famoso filme de Georges Méliès conta a história de um grupo de astrônomos que parte em uma expedição à Lua.
Composta por 30 quadros espetaculares, utilizando 18 cenários fabulosamente elaborados, a inovadora e audaciosa direção de Méliès apresenta ao público uma extravagância fantástica e imaginativa do início do século XX.
Sob a presidência do intrépido Professor Barbenfouillis no renomado ‘Instituto de Astronomia Incoerente’, seus estimados membros concluem que já é hora de se aventurarem no grande desconhecido, organizando uma expedição exploratória à Lua.
E, logo os destemidos pioneiros pousam sua nave espacial em forma de bala nas planícies lunares aparentemente desoladas, testemunhando em primeira mão as maravilhas do espaço profundo.
Contudo, eles desconhecem completamente que as colinas áridas têm olhos, e as hordas dos terríveis ‘Selenitas do Imperador da Lua’ estão prontas para repelir os intrusos.
Os cientistas precisam encontrar uma maneira de escapar de sua situação e retornar para casa em segurança.
A Invenção de Hugo Cabret (Hugo, 2011)
Recentemente, o diretor Martin Scorsese contou a vida de Georges Méliès no filme A Invenção de Hugo Cabret (Hugo, 2011), no qual um órfão chamado Hugo Cabret, em Paris, 1931, que mora em uma estação de trem, está envolvido em um mistério relacionado ao falecimento do pai e a um boneco.
Divirta-se!
Fontes: IMDb, The Movie Database (TMDB), fanart.tv, infoescola.com

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